NOTÍCIA
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29 de maro de 2018

Há quem diga – e a esses me filio – que o brasileiro não torce para um time, e sim para a vitória. Depois da trágica partida do último domingo, um festival de asneiras e de sandices passaram a dominar o discurso de boa parte da torcida rubra. “Futebol é paixão!”, dizem. Prefiro acreditar que seja amor. Não quero soar ridiculamente romântico, juro – e me perdoem a redundância. Mas paixão me soa a desequilíbrio e a insensatez.

Amor, por sua vez, exige autocontrole. Sei que não é fácil – também não quero soar hipócrita, até porque a ressaca do jogo de domingo ainda me faz latejar o juízo. Foi uma segunda-feira de molho. Minha semana começou sem querer ver qualquer noticiário esportivo. Uma ressaca homérica difícil de curar! Mas se cura. Olhemos a tabela. Não está nada perdido, ainda, meus amigos! O que seria do futebol sem o seu imponderável!? Não são as glórias mais suadas e sofridas as que se eternizam na história!? Ainda há páginas para se escrever neste campeonato.

Ora, o futebol passeia do trágico ao lírico e ao burocrático: é o espetáculo que melhor representa a vida como ela é! Sábado próximo, estarei nas arquibancadas fazendo o meu tradicional sinal-da-cruz a cada cobrança de escanteio ou de falta, rogando por um gol do vermelhinho. Sábado, provavelmente, tomarei algum calmante ou alguma cerveja gelada para que o coração pulse junto ao time. Sábado que vem, a torcida d’O Mais Querido precisa, mais do que nunca, mostrar seu amor pelo club!


Gustavo Tenório